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Câncer de vesícula biliar

Atualizado em: 19/07/2023
Tempo de Leitura: 4 minutos
Sumário
CANCER-Vesícula Biliar - Imagem Ilustrativa

O câncer de vesícula biliar é uma doença maligna que se forma nas células da vesícula biliar. É geralmente assintomático nos estágios iniciais, mas pode causar dor abdominal, perda de peso, icterícia e outros sintomas. O tratamento depende do estágio da doença. Clique e entenda!

O que é o câncer de vesícula biliar?

O câncer de vesícula biliar se origina nas células da vesícula biliar, um órgão em forma de pera localizado abaixo do fígado. É considerado um câncer relativamente raro, representando cerca de 1% de todos os casos de câncer. 

A gravidade do câncer de vesícula biliar depende do estágio em que o tumor se encontra. Nos estágios iniciais, quando o câncer está confinado à vesícula biliar, a remoção cirúrgica do órgão pode levar à cura. 

No entanto, o diagnóstico precoce é difícil, pois os sintomas são geralmente sutis ou ausentes. Como resultado, a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados, quando o câncer já se espalhou para outros órgãos ou tecidos próximos.

O câncer de vesícula biliar é mais comum em certas partes da Ásia, América Latina e países do leste europeu, onde as taxas de incidência são mais elevadas. Além disso, o câncer de vesícula biliar é mais comum em mulheres do que em homens e tende a afetar pessoas acima dos 60 anos.

Como se desenvolve o câncer de vesícula biliar?

Embora as causas exatas do câncer de vesícula biliar não sejam conhecidas, existem alguns fatores de risco associados ao desenvolvimento dessa doença.

A presença de cálculos biliares é considerada a principal causa do câncer de vesícula biliar. Os cálculos biliares são depósitos endurecidos que se formam na vesícula biliar, e a irritação crônica causada por sua presença pode levar ao desenvolvimento de células cancerígenas.

Além dos cálculos biliares, outros fatores de risco incluem:

  • Obesidade: está associada a um risco aumentado de desenvolver a doença
  • História familiar: pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de vesícula biliar têm maior probabilidade de desenvolvê-lo
  • Anomalias congênitas: certas condições genéticas, como a presença de pólipos na vesícula biliar ou malformações congênitas das vias biliares, podem aumentar o risco
  • Infecções: infecções crônicas da vesícula biliar, como a colangite esclerosante primária, estão associadas a um maior risco

É importante ressaltar que a presença de um fator de risco não significa necessariamente que uma pessoa desenvolverá câncer de vesícula biliar. Esses fatores apenas aumentam a probabilidade. 

Quais os sintomas do câncer de vesícula biliar?

O câncer de vesícula biliar pode ser assintomático nas fases iniciais, tornando o diagnóstico desafiador. No entanto, à medida que a doença progride, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Dor abdominal: a dor geralmente é localizada no quadrante superior direito do abdome e pode ser intermitente ou persistente
  • Perda de peso inexplicada: resultante da diminuição do apetite e da dificuldade em absorver nutrientes adequadamente
  • Icterícia: é a coloração amarelada da pele e dos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina devido à obstrução do fluxo de bile pelos tumores
  • Alterações na cor das fezes e urina: as fezes podem se tornar acinzentadas ou esbranquiçadas, enquanto a urina pode adquirir uma coloração mais escura
  • Náuseas e vômitos: podem ocorrer devido à obstrução das vias biliares e à incapacidade do organismo de processar adequadamente a bile
  • Fadiga e fraqueza: o câncer de vesícula biliar pode causar fadiga persistente e fraqueza, mesmo com repouso adequado

É importante ressaltar que esses sintomas não são exclusivos do câncer de vesícula biliar e podem estar relacionados a outras condições de saúde. 

Como é o diagnóstico do câncer de vesícula biliar?

O diagnóstico do câncer de vesícula biliar geralmente envolve uma combinação de exames e procedimentos. Alguns dos principais métodos de diagnóstico, além da avaliação clínica e do histórico médico, incluem:

  • Exames de imagem: como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada e ressonância magnética
  • Colangiografia: é um procedimento no qual um corante é injetado nas vias biliares para auxiliar na visualização de possíveis obstruções ou anormalidades
  • Biópsia: é a remoção de uma amostra de tecido da vesícula biliar para análise que pode ser realizada durante uma cirurgia ou por técnicas de punção
  • Marcadores tumorais: são exames de sangue que podem ajudar a detectar certas substâncias associadas ao câncer de vesícula biliar, como o antígeno carcinoembrionário (CEA) e o antígeno CA 19-9

É importante ressaltar que o diagnóstico do câncer de vesícula biliar é complexo e requer a análise combinada de vários exames e procedimentos. 

Como é o tratamento do câncer de vesícula biliar?

O tratamento do câncer de vesícula biliar depende de fatores como o estágio da doença, a localização do tumor, o estado de saúde geral do paciente e outros aspectos individuais. As principais opções de tratamento incluem:

  • Cirurgia: a cirurgia é frequentemente o principal tratamento para o câncer de vesícula biliar; o procedimento cirúrgico mais comum é a colecistectomia radical, que envolve a remoção da vesícula biliar, tecidos circundantes e possivelmente parte do fígado e dos linfonodos próximos
  • Quimioterapia e radioterapia: podem ser administradas antes da cirurgia (neoadjuvante) para reduzir o tamanho do tumor e torná-lo mais passível de remoção, ou após a cirurgia (adjuvante) para destruir células cancerígenas remanescentes
  • Terapia-alvo: alguns casos de câncer de vesícula biliar podem ser tratados com terapia-alvo, que utiliza medicamentos que direcionam especificamente as alterações moleculares presentes nas células cancerígenas
  • Cuidados paliativos: em casos avançados, quando a cura não é mais possível, os cuidados paliativos desempenham um papel importante no controle dos sintomas, melhoria da qualidade de vida e suporte emocional

O tratamento do câncer de vesícula biliar é complexo e requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas, cirurgiões, radiologistas e outros profissionais de saúde.

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Dra. Amanda Carvalheiro
CRM: 144.598/SP
RQE: 52807 - Cirurgia Geral
Atualmente é Cirurgiã da Unidade de Transplante de Fígado da Rede D'Or São Luiz. Atuou como Cirurgiã da Equipe HEPATO de Transplante de Fígado no Hospital Leforte , Hospital das Clínicas do Acre e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Hospital Israelita Albert Einstein e na Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.
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