Câncer do pâncreas (adenocarcinoma)
Sumário
O câncer do pâncreas (adenocarcinoma) é um tumor maligno que se origina nas células glandulares do pâncreas. É uma doença grave e agressiva, muitas vezes diagnosticada em estágios avançados. O tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo. Saiba mais sobre o diagnóstico e o tratamento!
O que é o câncer de pâncreas (adenocarcinoma)?
O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer do pâncreas. Ele origina-se das células glandulares do pâncreas, que são responsáveis pela produção de enzimas digestivas.
Esse tipo de câncer é conhecido por sua alta agressividade e sua propensão a se espalhar rapidamente para órgãos vizinhos e para locais distantes do corpo, o que contribui para a sua gravidade e baixas taxas de sobrevida.
A gravidade do câncer do pâncreas (adenocarcinoma) é atribuída principalmente à sua capacidade de crescer e se disseminar sem causar sintomas perceptíveis em estágios iniciais. Isso dificulta o diagnóstico precoce e, frequentemente, este é feito quando o câncer já está em estágio avançado.
Como se desenvolve o câncer de pâncreas (adenocarcinoma)?
O câncer de pâncreas (adenocarcinoma) pode ter diversas causas e fatores de risco associados. Algumas das principais são:
- Idade avançada: o risco de desenvolver câncer de pâncreas aumenta com a idade, sendo mais comum em pessoas acima dos 65 anos
- Tabagismo: os produtos químicos presentes no tabaco podem danificar o material genético (DNA) das células pancreáticas, levando ao desenvolvimento do câncer
- Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau com histórico de câncer de pâncreas aumenta o risco de desenvolver a doença
- Obesidade: a gordura em excesso pode afetar negativamente as células pancreáticas e contribuir para o desenvolvimento do câncer
- Diabetes tipo 2: a relação entre diabetes e câncer de pâncreas ainda não está completamente compreendida, mas acredita-se que a resistência à insulina e a inflamação crônica possam desempenhar um papel
- Pancreatite crônica: consiste na inflamação persistente do pâncreas, que pode aumentar o risco de câncer de pâncreas ao longo do tempo
É importante destacar que ter um ou mais fatores de risco não significa necessariamente que alguém desenvolverá câncer de pâncreas (adenocarcinoma).
No entanto, adotar um estilo de vida saudável e realizar exames de rotina pode ajudar a reduzir o risco e detectar precocemente a doença, caso ela se desenvolva.
Quais os sintomas do câncer de pâncreas (adenocarcinoma)?
O câncer de pâncreas (adenocarcinoma), assim como outros tipos de câncer de pâncreas, pode não apresentar sintomas nos estágios iniciais da doença. No entanto, à medida que o tumor cresce e se espalha, alguns sintomas podem se manifestar, como:
- Dor abdominal ou dor nas costas: a dor é um sintoma comum e pode ser constante ou intermitente
- Perda de peso inexplicada: isso ocorre devido à dificuldade do corpo em metabolizar adequadamente os nutrientes
- Icterícia: é um amarelamento da pele e da parte branca dos olhos; ocorre quando o tumor bloqueia o ducto biliar, impedindo a bile de ser liberada normalmente
- Alterações na digestão: como dificuldade em digerir alimentos, saciedade precoce, náuseas e vômitos, podem ocorrer devido à obstrução dos ductos pancreáticos
- Mudanças nos hábitos intestinais: diarreia, prisão de ventre ou fezes pálidas podem ser sintomas relacionados ao câncer de pâncreas
- Fadiga e fraqueza: o câncer de pâncreas pode causar fadiga intensa e fraqueza, mesmo com atividades leves
Como é feito o diagnóstico do câncer de pâncreas (adenocarcinoma)?
O diagnóstico do câncer de pâncreas (adenocarcinoma) envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e procedimentos invasivos. Os passos no processo de diagnóstico são:
- Avaliação clínica: o médico irá revisar os sintomas relatados pelo paciente, histórico médico, fatores de risco e realizar um exame físico
- Exames de imagem: são realizados para visualizar o pâncreas e identificar possíveis anormalidades; isso pode incluir ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
- Exames de sangue: podem ser solicitados para avaliar os níveis de certas substâncias no sangue que podem estar associadas ao câncer de pâncreas
- Biópsia: é a remoção de uma amostra de tecido para análise microscópica, que pode ser feita por ecoendoscopia
- Estadiamento: após o diagnóstico do câncer de pâncreas, é realizado um processo chamado estadiamento para determinar a extensão do tumor
Como é o tratamento do câncer de pâncreas (adenocarcinoma)?
O tratamento do câncer de pâncreas (adenocarcinoma) depende de vários fatores, como o estágio da doença, a localização do tumor e a condição geral do paciente. As opções de tratamento comumente utilizadas incluem:
Cirurgia
A remoção cirúrgica do tumor é o tratamento mais efetivo para o câncer de pâncreas. Dependendo da localização e extensão do tumor, pode-se necessitar remover a cabeça do pâncreas, o duodeno, parte do estômago e outras estruturas adjacentes.
Radioterapia e quimioterapia
A radioterapia e a quimioterapia utilizam radiação de alta energia e medicamentos quimioterápicos, respectivamente, para destruir as células cancerígenas e reduzir o tamanho do tumor.
Terapia-alvo
Alguns tumores de pâncreas têm alterações genéticas que podem ser direcionadas por medicamentos conhecidos como terapia-alvo. Esses medicamentos atuam bloqueando as vias de sinalização do crescimento das células cancerígenas.
Imunoterapia
Essa abordagem utiliza medicamentos que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e destruir as células cancerígenas.
Os médicos especialistas, como oncologistas, cirurgiões e radioterapeutas, trabalham em equipe para desenvolver o plano de tratamento mais adequado para cada paciente.